Resende: dos negros à cor
Compare-se Ribeira (1952/2006) de Resende com O almoço do trolha (1946/50) de Pomar. E, enquanto este se insere claramente na tradição neo-realista (Vespeira, Manuel Filipe, Álvaro Cunhal), há em Resende, desde o início, um cunho marcadamente expressionista. Depois, a sua obra vai-se encaminhando para a abstracção, para uma não figuração cromática, próxima do gestualismo. Todavia, nesta passagem dos negros à cor, a matriz expressionista mantém-se, subterrânea.
Etiquetas: arte portuguesa, artes visuais, Júlio Pomar, Júlio Resende







<< Home