6.9.11

Setembro

Estou sentado e olho a casa,
o seu desenho,
que as aves cumprem ou as mãos
que colhem o milho numa sofreguidão
de espigas. Setembro é um mês triste,
pouco incandescente. As abelhas passam
num voo aturdido. A aragem surpreende
a tarde. A água cai,
minuciosa. E o pulsar da terra entranha-se,
entranhando-nos. Resta um pequeno
gesto. Estar sentado,
por exemplo.

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