15.11.11

Do mundo

Chove. Na vidraça,
a água é inundação,
rumor de sulcos. Que as janelas atenuam,
sustêm. A luz mantém-se
quente. As mãos, também,
e correm os estores. Aí,
a casa é atenta
concentração, delírio
da pupila.

Etiquetas: