5.11.11

A infância

Uma voz chama - e desconheço o apelo. Sei, apenas, que a voz chama. Como quem diz: - «Era uma vez». Mas, ninguém pode narrar uma história para sempre perdida. Ninguém pode dizer, agora: - «Era uma vez». São palavras incapazes de sulcar o poema – iniciá-lo sequer. Porque o poema é vidro – poalha de vidro. Perdição. Um gesto, quem sabe. Talvez um segredo.

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