6.9.22

s/título

[1.] Uma linha é marco, fronteira 

de estratégia sugerida 

em mapas ou partilha

de águas. Uma linha 

atravessa campos.


[2.] Por vezes, a linha 

desalinha-se. E é incêndio

em rescaldo. Fica só 

a memória. Porque tudo o é.


[3.] Por entre linhas, 

a casa: a que acolhe, 

recolhendo-se quando as folhas 

adormecem. Lentas.

 

[4.] Do segredo da mão linhas sobem,

aí onde terra e água são vertigem.


6.5.22

Charlie


 E eu saúdo eu  §  os mortos  §  os que já morreram    §§§

(...)

(Qohélet, IV, 2, trad. Haroldo de Campos).

 

26.4.22

Publicações

 1. Poesia


a memória da invençãocol. Exercício de dizer, Porto, 1976.

A idade do olhar, in Exercícios de dizer, col. Exercício de dizer, Porto, 1977, pp. 56-64.

Aí a sombra: o dizer, ed. Caminho, Lisboa, 1990. 
 
Matéria de olhar, Limiar, revista de poesia, nº 10, Porto, 1998, pp. 33-36.
 
Caminhos de definição. [O livro O caminho da definição, ed. Mortas, Porto, 2002, que já incluía Matéria de olhar, foi muitíssimo revisto, estando integrado, agora, no livro Em sombra de sombra]. 


2. Da poesia e da filosofia
 


 
3. Tradução

Poemas de Nietzsche [alguns poemas].

Louise Glück, Receitas de inverno do colectivo, poemas [2021; alguns poemas].

Patricia Lockwood, Torrão-materno, torrão-paterno, torrão-sexual [2014 (USA); 2017 (UK); alguns poemas].


4. Ensaio

a. Filosofia





O injusto. [Não está terminado].


 


b. Artes visuais

Sobre arte, Galeria Quadrado Azul, Porto, 1993.

Rui Aguiar. Açoriana. A ilha e a luz (colaboração de Fernando Pernes, Nicole van Wassenhoven), Galeria Quadrado Azul, Porto, 1993.




c. Literatura portuguesa